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Mover-se aos 40! Qual o seu óculos?

  • Foto do escritor: Maria Teresa Marques
    Maria Teresa Marques
  • 29 de set. de 2025
  • 2 min de leitura

Gosto muito da metáfora do Deserto utilizada pela médica Ana Claudia Quintana no seu livro "Pra vida toda valer a pena viver". A ideia é que você sabe que vai para o Deserto daqui 40 anos, apenas com os recursos materiais que planejou levar - essa é a parte interessante. O Deserto seria o envelhecimento, e os recursos materiais que você planejou levar, seria o quanto você preparou o seu corpo, a sua mente e suas emoções e o por que não dizer suas finanças para essa viagem.

Eu acho essa metáfora fantástica, porque ela fala sobre planejamento para chegar em um lugar. Penso que todos queremos envelhecer, diante disso, se planejar se torna importantíssimo.

Ainda sobre planejar o envelhecimento, o que você quer que tenha na sua mala para quando chegar lá? A ciência já mostrou que o exercício físico moderado a intenso realizado sistematicamente apresenta benefícios não apenas para a saúde corporal como para a saúde cognitiva. Pense nisso como se estivesse fazendo uma reserva, uma poupança para o bem-estar na velhice.

E muitas vezes a gente só começa a pensar nisso quando chegamos perto dos 40, começamos a pensar o que gostaríamos de levar. E que bom, pois ainda tem bastante espaço nesta mala. E eu gostaria de convidá-lo a pensar sobre essa mala como qualquer outra fase da vida que tem suas características específicas.

Nosso organismo está em desenvolvimento desde que nascemos; um bebê cai muitas vezes antes de aprender a andar, se machuca e dói, mas faz parte do processo de aprendizagem e desenvolvimento dessa fase da vida, ela tem suas características específicas.

A mesma coisa poder-se-ia pensar na Menopausa e na Andropausa, são fases com características específicas como qualquer outra da nossa vida, a diferença é que não apenas dói, mas temos mais consciência das consequências dos ralados e isso, muitas vezes. Por essa razão evitamos falar, enfrentar e nos preparar para ela, como uma negação. E digo, isso não da certo.


Mas voltando ao bebês, por que dessa diferença ao olhar as fases de desenvolvimento? Penso que quando falamos de bebê, colocamos o óculos da novidade, do início da vida; e quando falamos de menopausa e andropausa colocamos o óculo das perdas, do que não se terá mais? Mas por que colocar esse óculos, e não do que ainda se pode ter, os ganhos que podem ser feitos? Por que o óculos da perda e não dos ganhos?


Uma criança quando inicia a alimentação tem toda uma forma específica de preparar a comida para que o seu corpo consiga captar os nutrientes necessários de maneira eficiente. E está tudo bem! Com o processo da maturidade a mesma coisa acontece, precisamos preparar a nossa alimentação com um olhar específico para que o nosso organismo aproveite mais os nutrientes. Observa, a lógica biológica não muda. Muda o óculos que colocamos para enxergá-la.


Minha provocação aqui é fazer você refletir sobre como quer ver o processo de amadurecimento e como quer planejar a sua vida para quando a velhice chegar. Porque se tem muito para conquistar e fazer quando mudamos a maneira de enxergar os nossos processos biológicos e fazemos a paz com eles.


Te garanto que o deserto ficará bem mais divertido quando se planeja pra ele!


 
 
 

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